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Localidades ou povos da freguesia de Penude - Isidro Pereira Lamelas

A freguesia de Penude confina com Almacave, Arneirós, Magueija e S. Martinho de Mouros. A sua população actual encontra-se distribuída pelos seguintes povos ou localidades:

1. Bacelos: Nos documentos antigos chamava-se Senra. Mudou de nome, talvez devido ao vinho que saía das cepas que por aqui se davam muito bem.

2. Penude de Baixo: povo muito alegre e zeloso das sua identidade e tradições, onde, a par de pequenos proprietários, abundam os pedreiros. Este de quem se dizia que "o ganham com a pica e o gastam com a pinga", pode-se gabar de ser o berço da freguesia.

3. Telhado: Talvez assim se chame, por ser o ponto mais alto da antiga Penude (de baixo).

4. Quintãs: O nome poderá derivas das "quintas" que por ali havia, bem regadas pelas águas do corgo.

5. Estremadouro: a caminho de S. Martinho de Mouros e Paus. Lá no alto, ergue-se a capelinha do Senhor dos Martírios, que era (e é) festejado no dia seguinte ao de S. Pedro pelos jovens com fados e guitarradas. A par da agricultura, as gentes deste povo foram-se dedicando sobretudo à pastorícia e criação de gado e ao negócio.

6. S. Miguel: O nome tem a ver com uma capela, hoje desaparecida, que aí havia dedicada a S. Miguel.

7. Vale de Ourigo: O nome deriva do antropónimo germânico Adorigo, personagem importante do local nos tempos do domínio visigótico. Aqui existiu, durante muito tempo a taberna da lendária Batoca, ponto de encontro de muitos penudenses e motivo de grandes recados que iam sido mandados "do altar para baixo".

8. Quintã: O nome terá a ver com a Quinta do Casas, onde existiu uma capelinha de S. António.

9. Ordens: O nome vem orgens, que significa "cevada", por neste local se produzir, no passado, muito deste cereal. Tradicionalmente, pertencia ao mordomo deste lugar organizar a festa de S. Sebastião a que continua associada a confecção das regueifas de trigo e ovos em forma de cornos. Sem dúvida, uma justa homenagem ao povo que chegou a ser o celeiro de Penude. Algumas famílias dedicavam-se, de longas datas, ao trabalho do coiro com que confeccionavam as molhelhas, albardas e outros artefactos de lavoura.

10. Quintela: Por se situar na outra margem do Balsemão, os penudenses costumam chamar os seus habitantes de "espanhóis". De facto, até há poucas décadas, não havia pontes nem estrada e atravessar a fronteira do rio era uma verdadeira aventura (a velhinha e única ponte de madeira só foi substituída por uma de cimento em 1971). Quanto não sofreram as crianças que, durante duros invernos e por péssimos caminhos, tinham que vir diariamente à escola a Sucres!

11. Sucres: Lugar de proprietários abastados, comerciantes e tecedeiros.

12. Purgaçal: O nome está, provavelmente, ligado a uma planta medicinal que tinha puderes "purgativos". Bem ao lado, estão os povos menores da Pereira, Peralonga, e Porto. Também as quintas, hoje desmanteladas, do Nejo, Galhosa, e Pinha faziam parte deste lugar (embora esta última se situasse na área do Estremadouro). As gentes destes lugares, muito laboriosas, mostraram sempre forte tendência para a vida comunitária.

13. Outeiro: Em redor da capela da Senhora do Rosário, centro da vida religiosa da parte de cima da freguesia, foi crescendo esta povoação que sempre nutriu sentimentos independentistas em relação ao resto da freguesia. A festa do 15 de Agosto, muitas vezes perturbada com barulhos e desordens, continua a rivalizar com a festa do padroeiro da freguesia.

14. Bairral: Deste povo, sempre bem ligado ao Outeiro, costumava-se dizer, com certeza devido ao seu seu bairrismo, que "nem o cavalo do abade para lá virava de boa vontade". Como ocupação, predominavam os feirantes de loiças e doutros artigos.

15. Matancinha: Gente muito religiosa e com uma vincada vida de clã. Durante décadas e até aos dias de hoje são notórias as influências dos rigores espirituais e morais semeados pelo Pe. Justino, autor do que ficou conhecido como "o cisma de Penude".

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