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PENUDE
HISTÓRIA DE PENUDE
ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
CEMITÉRIO DE PENUDE
IGREJA PAROQUIAL DE PENUDE
 
 
O NOME
Não sabemos ao certo, por falta de documentação segura, a origem do nome “Penude”. Segundo alguns, o nome da freguesia derivaria de Pena (Enciclopédia Portuguesa). Outros admitem que tal topónimo provém duma forma apocopada de Pena de Donno que derivou, primeiro para Panaude e, depois, para Penude. Nos documentos medievais, o nome recorrente é Penidi e Punidee, o que leva o ilustre historiador penudense, Manuel Gonçalves da Costa (fonte principal desta síntese), a preferir uma outra hipótese segundo a qual o nome “Penude” derivaria do antropónimo Punidus ou Punitus, nome do presor hereditário de Penude de Baixo, lugar onde nasceu a futura freguesia. Não sabemos ao certo, por falta de documentação segura, a origem do nome “Penude”. Segundo alguns, o nome da freguesia derivaria de Pena (Enciclopédia Portuguesa). Outros admitem que tal topónimo provém duma forma apocopada de Pena de Donno que derivou, primeiro para Panaude e, depois, para Penude. Nos documentos medievais, o nome recorrente é Penidi e Punidee, o que leva o ilustre historiador penudense, Manuel Gonçalves da Costa (fonte principal desta síntese), a preferir uma outra hipótese segundo a qual o nome “Penude” derivaria do antropónimo Punidus ou Punitus, nome do presor hereditário de Penude de Baixo, lugar onde nasceu a futura freguesia. 
 

PRÉ-HISTÓRIA

Também Penude tem uma história e uma pré-história. Desta última não podemos dizer muito, pois raríssimos registos ficaram para nos contar a história desses tempos em que, perto das margens do rio Balsemão, se instalaram os nossos primeiros antepassados.

No morro que se eleva nas costas da povoação de Penude de Baixo, conhecido por "Fraga do Crastro», foram identificados pesados blocos de granito que faziam parte de uma construção que terá servido de abrigo aos povos primitivos que encontraram na região muita caça e boas pastagens. A origem de Penude pode muito bem estar ligada a este Castro (Crasto).

Quando, em 1306, se procedeu à delimitação do morgado de Medelo, um dos marcos de demarcação foi elevado por cima da Cabeça do Crasto (na Fraga do Crasto), e outro no outeiro da Coira. Pelas redondezas do monte situado entre estes dois marcos encontramos referências topográficas que são eco desses tempos primitivos: "Fraga da Casinhas", "Fragas dos Louros", "Forcadas", "Portela da Pena". Junto ao caminho que conduzia de Lamego a S. Martinho de Mouros passando por Penude de Baixo, encontramos mais um monumento pré-histórico, em forma de dólmen, conhecido por "Fonte da Mesa".

PRESENÇA ROMANA

Se em relação ao período anterior a informação é escassa, relativamente à presença romana, não dispomos de muitos mais elementos ou vestígios, para além de algumas inscrições epigráficas e da própria toponímia que funciona sempre como um arquivo vivo das memórias passadas. Poucas milhas acima do lugar do Estremadouro, ao subir para a serra, há um lugar chamado "Carvalho do Bispo", onde os lavradores, em tempos não muito

remotos, descobriram restos de louça e tijolos. Uma lenda popular fala da aparição de um bispo no local, o que nos remeteria aproximadamente para o período visigótico.

Na verdade, a primeira comunidade cristã em Penude remonta ao século VI, quando por estas paragens andavam alguns Suevos e Godos. O topónimo Vale d’Ourigo, perto da Igreja de Penude, poderá derivar de Alderico, nome comum entre esses povos. Entre as Quintãs e o Balsemão estende-se o Vale de Ouro. Em documentos de 1693 já se fala do Vale Doriana, identificável com a actual "Valdeirana".

"Penude de Baixo" aparece pela primeira vez referida num documento de 1680. Anteriormente, esta povoação era designada simplesmente por "Penude" e foi a partir daqui que a designação se estendeu a toda a freguesia. Mais tarde, formou-se a aldeia de S. Pedro que abrangia as actuais Quintãs e Ordens. O nome "Ordens", deriva, por seu lado, do latim Orgens, que significa "cevada", por este cereal ser a principal produção do lugar.

DOMÍNIO MUÇULMANO

Penude, como Lamego e aldeias circunstantes, experimentou também as vicissitudes do domínio muçulmano. Sabemos que, após a reconquista, em 1057, os devotos de Maomé se retiraram em direcção a S. Martinho de Mouros, onde resistiram ainda por alguns anos. Alguns lugares e lendas conservam ainda ecos deste período de acesos conflitos e estratégicos compromissos entre cristãos e "mouros".

PRESENÇA CRISTÃ

As primeiras comunidades cristãs devem-se ter formado em Penude no período suevo-visigótico, isto é, muito antes da fundação da nacionalidade. O primitivo núcleo cristão formou-se em Penude de Baixo, onde teve origem a paróquia. O local onde se ergue a actual igreja era conhecido por "Monte de S. Pedro", pelo menos desde 1258, nome que se alargava, no século XIII, às povoações de Quintãs e Ordens.

Desde o século XI que Penude recebe o título de abadia. No princípio do século XIV, o Cabido possuía um casal «ultra ecclesiam Sancti Petri de Punidee et in loco qui dicitur Ordi» (além da igreja de S. Pedro de Penude e no lugar chamado Ordens). O primeiro abade ("Prelado") da igreja de Penude foi Estêvão Domingues que veio a morrer em 1278. A estes se foram sucedendo outros abades que residiam em Lamego e eram, por regra, representados por outros clérigos (curas ou capelães) menos ilustres que asseguravam todo o trabalho pastoral em Penude.

IDADE MÉDIA

Durante o período medieval Penude estava dividida em fogueiras regalendas, isto é, povoações que pertenciam e pagavam tributo a el-rei. Mas a paróquia de Penude pagava também foros ao bispo de Lamego: 2 dúzias de palha triga ou centeia, 11 alqueires de centeio, um frangão e uma marrã, e ainda a terça do pão e do vinho, a décima do trabalho, 15 afusais de linho, uma friame, uma taleiga de trigo e outra de centeio, 5 galinhas, um porco, uma quarta de cera.

Esta situação de dependência de el-rei e do clero que agravava a situação de pobreza das gentes de Penude prolongou-se por vários séculos. A falta de exploração das águas fazia com que o solo fosse composto sobretudo por leiras áridas e soutos. Destes os penudenses

recolhiam abundante castanha que lhes servia de pão e condoito para disfarçar a pobreza e a fome que tanto a aridez da terra como a dependência dos senhores da terra ajudavam manter.

Durante as lutas Liberais e republicanas, Penude parece não ter sofrido grande moléstia. Ao ser interrogado sobre eventuais crueldades cometidas durante o regime de D. Miguel, o abade de Penude, António Nunes da Silva, respondeu que não lhe constava a ocorrência de qualquer vítima, tendo os soldados apenas requerido pão e palha que nunca chegaram a pagar.

Durante as lutas entre monárquicos e republicanos, Penude viu-se entre dois fogos e houve famílias que sofreram graves prejuízos. Os Republicanos, comandados pelo general Hipólito, avançaram pelos lados de Viseu e, a 9 de Fevereiro de 1919, do alto de Bigorne dispararam contra as forças Monárquicas chefiadas por Paiva Couceiro e entrincheiradas na serra das Meadas. Os Monárquicos responderam mas de forma desorganizada, acabando por se verem obrigados à rendição logo ao anoitecer do mesmo dia. Os Republicanos puderam então avançar pelas vertentes do rio Balsemão, vindo uma boa parte dos soldados pernoitar nos arredores da igreja de Penude. Entretanto, o pároco tinha-se retirado, deixando a guarda da casa a cargo do seu criado Firmino Pinto. Mesmo assim, os soldados entraram por uma janela na residência paroquial, onde vandalizaram tudo e levaram o que a cobiça lhes sugeria. Os bens roubados foram vendidos, no dia seguinte, ao desbarato, num valor calculado em 807 milréis: 8 cobertores de lã, 30 lençóis de linho, seis camas bordadas de linho, 4 cobertas, 34 toalhas, 6 fatos, 44 pares de meias, 8 ceroulas, 7 camisas, 3 pares de botas, 2 cordões de ouro e uma cruz e medalhas, para além de um óculo de ver ao longe e outros objectos de escritório, louças. Muitos dos livros queimados nessa altura poderiam ainda hoje ser preciosos num arquivo da paróquia.

No mesmo ano, deu-se a confiscação, pelo Governo, da casa da residência e do passal. Estas foram depois postas em hasta pública pela Câmara e acabaram arrematadas por Luís da Pinha, «com aprovação de toda a freguesia» (M. Gonçalves da Costa).

 

ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

A reorganização paroquial de 1835 quis extinguir a freguesia de Arneirós, ficando o povo de Lamelas anexado a Penude e a Matancinha ligada a Magueija. Mas a população de Vila Nova de Souto de El-Rei não aceitou ficar anexada à paróquia da Sé. Em 1859 o governo apresentou nova proposta de reorganização que unia a Matança a Penude, com Quintela e Arneirós. Mais uma vez, a população não aceitou.

É, sem dúvida, curiosa a proposta que, em Julho de 1867, a Junta de Freguesia de Penude formulou, defendendo que Penude, Magueija, Pretarouca e Bigorne formassem uma mesma freguesia. A sede desta paróquia, que se chamaria "Paróquia Civil de Penude", seria na Matancinha. Magueija não aceitou a proposta, pois reivindicava a sede para S. Tiago. Chegou mesmo a ser elaborado um mapa por uma comissão nomeada pela Câmara, no qual a sede ficaria a ser Penude. Mas, mais uma vez, não se chegou a acordo.

 

CEMITÉRIO DE PENUDE

Até finais do século XVIII, praticamente todos os defuntos eram sepultados sem caixão, envoltos num simples lençol ou com hábito religioso. Predominavam os que eram "ensudairados" com o hábito de S. Francisco, no caso dos homens. No caso das mulheres, era comum levarem o hábito das religiosas das

O local de sepultamento era, por norma, o interior da igreja, o que facilitava também a prática dos responsos em sufrágio do defunto. Os cadáveres, abundantes sobretudo em tempo de epidemias, eram sepultados uns sobre os outros. O que causava, em certas ocasiões, uma atmosfera pesada e mesmo insuportável para os numerosos fiéis que se reuniam no templo para as demoradas cerimónias de culto. Por isso, pouco a pouco, foi-se tornando hábito sepultar os defuntos no adro da igreja, opção que encontrou rápida adesão nas gentes de Penude. Os moradores da parte de cima da freguesia começaram então, a partir de 1810, a sepultar seus mortos na capela do Outeiro. Coube ao defunto Veríssimo José, falecido em 12 de Junho desse ano, inaugurar esta prática.

Com a ocorrência de epidemias, sobretudo depois da grande moléstia provocada pela cólera morbus que apareceu em 1854, agravou-se o problema da saúde pública provocada por tais práticas fúnebres.

Assim, também as gentes de Penude pensaram em construir um espaço apropriado para última morada dos seus defuntos. A construção do cemitério ficou decidida por deliberação camarária, no dia 3 de Novembro de 1866. Mas, em 5 de Outubro de 1870 o Pe. Macário, pároco da altura, queixava-se de que até à data nada tinha acontecido, continuando os defuntos a ser enterrados na igreja, prática que perdurará por mais uns 10 anos. Foi sob a ameaça da cólera morbus que a Junta de Freguesia de Penude, através do seu presidente José Gonçalves Rua, em 18 de Agosto de 1883, advertiu a Câmara para o perigo da acumulação de cadáveres no espaço fechado da igreja e lamentava o contínuo adiamento de uma obra tão urgente.

As obras do cemitério foram arrematadas, em Janeiro desse mesmo ano, ao pedreiro de Quintião, José Correia, por 450 milréis. A freguesia não concordava, porém, com o local escolhido, preferindo o lugar da Portela, por ser mais central. Mesmo assim, prevaleceu a primeira escolha, a actual localização, por ficar mais próximo da igreja matriz.

HISTÓRIA DA IGREJA PAROQUIAL DE PENUDE - Isidro Pereira Lamelas

            A primeira ermida em honra de S. Pedro foi construída no local da actual igreja, entre os séculos VI e VII. Este primeiro templo acabou por dar nome ao lugar que, desde então, se passou a chamar aldeia de S. Pedro ou Monte de S. Pedro.

            Não sabemos se esta primitiva capela foi destruída ou entrou em ruína durante a ocupação muçulmana. O que é certo é que, após a reconquista, no mesmo local, foi edificado um templo mais amplo, embora de menores dimensões que o actual. O edifício situava-se no mesmo local da hodierna igreja. O adro permaneceu, durante muito tempo, sem vedação, o que acabou por dar origem a frequentes problemas com passagem de águas e de animais. Na verdade, o adro da igreja era mesmo usado como logradoiro ou eira pública. O próprio abade mereceu, em 1675, a repreensão do bispo Dom Frei Luís, por usar o adro para amassar o linho e prender a mula à parede da igreja. Para impedir tais abusos, em 1860, iniciou-se a construção de uma vedação que, talvez por ser às custas do povo e contra os hábitos arreigados, só ficou concluída  em 1697.

Com o andar do tempo, este espaço de culto foi-se tornando acanhado e, com o aumento da população durante o século XVIII, o templo deixou de poder acolher sob o seu tecto toda a população crente local. Junto e a norte do mesmo templo existia uma capela privada dedicada a S. Sebastião (tido até hoje como uma espécie de segundo padroeiro da freguesia) que despertava grande devoção e recebia abundantes esmolas dos fiéis. Esta encontrava-se, no século XVII, em estado de abandono, acabando por ser demolida em 1713. Os devotos de S. Sebastião não ficaram muito satisfeitos com a demolição da sua capela e exigiram que uma outra capela fosse erecta noutro lugar, o que veio a acontecer, antes de 1759, no sítio onde ainda hoje se encontra, isto é, no local em que, mais de 100 anos depois (em 1871), foi construído o cemitério de Penude.

No mesmo ano em que a referida capela de S. Sebastião foi demolida projectou-se a edificação de um novo templo. O grande desenvolvimento da freguesia tornou insuficiente o espaço da velha igreja e obrigou à construção dum novo edifício mais amplo e mais sólido. Perante tal necessidade, a 22 de Novembro de 1713 o Visitador Dr. Domingos de Freitas Barreto, governador do bispo Dom Nuno Álvares Pereira de Melo, ao ordenar a demolição da capela de S. Sebastião, anunciava também o projecto de construir a nova igreja.

O país vivia então um período de prosperidade económica, sob o reinado de D. João V. Também em Penude se fizeram sentir os benefícios dessa boa maré, como o ilustram as palavras do Visitador D. Nuno Álvares Pereira de Melo:

«Achey que a igreja desta freguesia necessitava de ser feita de novo por estar já muito velha e endecente e quase amiassando ruína, pelo que mando se derrube a que está no que respeita ao corpo da igreja, ficando a capella major em pee para nella se celebrar encoanto se não faz o dito corpo da igreja para depois se entrar com a obra da capella mor que se acrescentará mais oito palmos ou o que for necessário para ficar lugar de se pôr tribuna no altar major, sem que se diminua o corpo da capella mjor».

Segundo os planos, tudo deveria estar acabado dentro de um ano, mas passaram-se 35 anos antes que as obras se iniciassem. Tal demora deveu-se à oposição do povo que queria que se começassem as obras pela capela-mor para, depois, prosseguir o resto do edifício. Isto porque as obras da capela-mor decorriam por conta do abade, enquanto o corpo da igreja se faria com dinheiros das confrarias. Este jogo do empurra “começas tu, começo eu” levou ao adiamento do projecto por mais de 30 anos e só em 1748 se decidiu que as obras avançassem, devendo o abade começar por dar o exemplo ao povo para que este cumprisse também a sua parte. Ficou estabelecido o prazo de dois anos para a conclusão das obras. A sagração do templo teve lugar, ao que parece, no ano seguinte, mas as obras levaram continuaram por muito mais tempo.

Talvez por influência do templo de Nossa Senhora dos Remédios, contemporâneo da actual igreja de Penudo, o plano inicial foi alterado, ficando a fachada voltada para nascente, enquanto o antigo templo estava orientado para poente. Em 1758, o abade Veríssimo António Carvalho, a quem coube a honra de ter concluído e inaugurado a nova igreja, informa-nos de que, além do altar-mor, tinham sido construídos mais quatro altares laterais: dois dedicados à Senhora do Rosário e ao Senhor Jesus (correspondentes aos do templo primitivo) e outros dois dedicados ao Senhor crucificado e à Senhora da Guia. Sabemos, porém, que, em 1760, a tribuna do altar-mor em talha de corte neoclássico, assim como a sacristia ainda estavam por concluir, pois só 4 anos mais tarde ficariam acabados. São da mesma época e estilo o púlpito e a cadeira paroquial.

O Órgão do coro, comprado em 1805 e colocado num coreto que viria a ser removido juntamente com dois altares laterais, em 1972, data da última remodelação da igreja paroquial de Penude.

ABADES E PÁROCOS DE PENUDE

Pe. Manuel Salvado (1619-1643)

Pe. Cristóvão de Oliveira (-1653)

Pe. Francisco Nunes (-1668)

Pe. Lourenço Correia Pimentel (-1707)

Pe. Bartolomeu de Aguiar Montão (1709-1713); Pe. Domingos Resende (1714-)

 Pe. Veríssimo António de Carvalho (1733-1741); Pe. Manuel da Fonseca (?-?)

Pe. Manuel de Noronha (1767-1785?)

Pe. Manuel Gomes Cardoso (1793-1820)

Pe. António Nunes Silva (?-?)

Pe. Alexandre de S. Tomás Pereira (1841-?)

Pe. José Maria Pinto (?-1864)

Pe. António Rodrigues Pinheiro (1865-?)

Pe. Macário Pinto de Sousa Coutinho (1869-1916)

Pe. Manuel Gonçalves da Costa (1916-1918)

Pe. Vitorino

Pe. Manuel Borges

Pe. Germano José Lopes

Pe. Adriano Monteiro Cardoso

Autor: Isidro Pereira Lamelas
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